segunda-feira, 14 de julho de 2014

Deus, a Copa, e o Brasil


Hoje pela manhã tive o desprazer de me deparar com aquilo que qualquer pessoa de bom senso já sabia que estava por vir: uma crítica aos jogadores da seleção brasileira por demonstrarem abertamente sua fé cristã. Bastava observar as entrevistas e as orações nas comemorações dos gols. A gente gostava, mas ficava com receio, pois já sabia que viria. E veio. Quando entrei no site da Folha de São Paulo, topei com a atrocidade escrita por Gregório Duvivier - aquele sujeitinho da tal "Porta dos Fundos" e que banca o escritor de vez em quando. Eu sei, eu sei. Eu não deveria ter clicado, mas o nome do artigo chamou minha atenção: "Deus e a Copa". Deus e a Copa? Ele se converteu? É... As vezes até eu me surpreendo com minha ingenuidade. Pagando pela minha curiosidade, fui descobrir um Duvivier ainda pior do que de costume, valendo-se do recurso de escrever como se fosse Deus. O deus de Duvivier é um deus chinfrim, que criticando as menções e agradecimentos da seleção brasileira ao seu nome, e atacando a castidade de David Luiz – aquele mocinho simpático dos cachinhos, o que “escolheu esperar”.


No artigo, Duvivier diz que Deus não liga para futebol, que não se importa em ser citado pela seleção nem com o celibato de David Luiz. Duvivier imita um deus maluco, que ataca a fé dos jogadores de modo torpe, e acaba demonstrando não apenas uma tremenda intolerância, mas também a completa ignorância sobre a fé que tenta combater. Isso tudo fez meu rosto esquentar e causou um suspiro de aborrecimento. Peguei a xícara de café que já estava esfriando, e depois de um gole acompanhado de um pouco de reflexão, concluí que, talvez, quem sabe, pode ser que Deus realmente não ligue para o futebol. Mas eu sei – e como sei! - que Deus certamente liga para nossa gratidão, nosso sacrifício, nossa dedicação, nossa humildade em lembrarmo-nos dele nas alegrias e nas derrotas. Eu sei por que eu sinto. Mas Duvivier não sabe. Oras, e desde quando não acreditar em Deus virou desculpa parar criticar a fé alheia, sem motivo algum? De onde saiu esse ódio todo? A raiva é da seleção? Ou de Deus? Ou dos dois? E depois de ponderar um pouco, cheguei à conclusão que o ódio é do povo brasileiro. Sim, do povo.

A seleção não levou a taça nem jogou tão bem quanto gostaríamos, mas ela certamente demonstrou fé. E demonstrar fé no Brasil tem se tornado um ato incontestável de bravura, afinal, vivemos tempos em que Gregório Duvivier é ícone da tolerância, e cristãos são tratados como criaturas repulsivas. Nossa seleção demonstrou essa bravura, além de resiliência e humildade. Instável emocionalmente? Talvez. Mas quem não se comoveu ao ver David Luiz dizendo que queria trazer felicidade para seu povo, que jogue a primeira pedra. Porque a gente sabe que esse povo precisa mesmo de motivos para se alegrar. 

Nesse misto de vergonha e tristeza, sabemos que essa seleção é um retrato do povo brasileiro atual. Quer melhor retrato do que um time guiado por um mau técnico – a própria Dilma disse que seu governo é “padrão Felipão” –, com maus direcionamentos? Assim como o povo brasileiro, a seleção estava desesperada para vencer, tem muito talento que ainda não sabe usar completamente, é jovem e precisa espelhar-se nos times de outros países mais maduros para melhorar. E assim como todo bom brasileiro, a seleção tem muita fé. E aí temos a causa da raiva de Duvivier. Sendo o retrato do povo, é claro que essa seleção não agradaria aos paladinos da intelectualidade sinistra. É claro que a sua fé incomodaria. E assim como os senhores da razão desconhecem totalmente os sentimentos de fé e de humildade da seleção, eles desconhecem também o que é a realidade e o cotidiano do brasileiro comum. Quem não conhece o povo, jamais poderá entender suas motivações e suas dificuldades. Mas há uma luz no fim do túnel. Enquanto a saída de Felipão é confirmada, esperamos que a saída de Dilma venha logo também.

Nossa seleção morreu na praia, mas nosso país não pode ter o mesmo fim. Lembro, aos esperançosos por uma vitória na Copa de 2018, que uma vitória ainda maior pode chegar neste mesmo ano. Podemos colocar nosso povo em campo para lutar por um Brasil diferente. Imaginem só, um Brasil onde tenhamos liberdade para desenvolver nossos talentos sem sermos sufocados pela monstruosa máquina estatal! Um Brasil onde os ataques a fé alheia – como os de Duvivier - não sejam louvados e nem reproduzidos pela mídia nacional como sinal de inteligência e esclarecimento. Um Brasil onde que se espelhe em países desenvolvidos para alcançar prosperidade e liberdade! Mas o melhor de tudo é que não precisamos imaginar.

Na Copa éramos obrigados a torcer impotentes, olhando para a televisão. A gente gritou até ficar vermelho, mas sabia que o placar continuaria o mesmo. A gente conversava com os amigos e explicava cada mudança imaginária no time e em suas táticas, que faríamos se pudéssemos, mesmo sabendo que o Felipão não podia nos ouvir. A gente fantasiava e sorria com os gols que viriam “se”, mas essa bendita palavrinha – “se” – não deixou que eles se concretizassem. No entanto, muito diferente da frustração com a derrota na Copa, esta vitória de que estou falando está totalmente ao nosso alcance. Ela está tão pertinho que, ao fechar os olhos, dá para visualizá-la. Se ficarmos bem quietinhos, dá para ouvi-la. Em cada voz que vaia há um pouco do empreendedor frustrado com os impostos, da dona-de-casa que vê os preços aumentando, da cada criança que sabe que não está aprendendo nada na escola pública, do jovem que percebe que a Universidade não está lhe preparando para o mundo real, do pai preocupado com a violência e a insegurança no país dos 50 mil homicídios anuais. Esta vitória só depende de nós. Somos milhões em ação. A Copa acabou, mas nunca não é tarde para cantarmos: vamos juntos, vamos? Pra frente, Brasil.

domingo, 15 de junho de 2014

O feminismo e o comunismo - analisando Betty Friedan, por Suelem Carvalho

Uma das grandes falácias reproduzidas pelo discurso feminista é a de que com o advento do sistema capitalista a mulher passou por um processo de degradação. De acordo com um dos ícones do feminismo, Betty Friedan (1921-2006), a mulher na sociedade moderna capitalista exercia um papel central para a manutenção do sistema consumista. Para entender isso melhor, vamos analisar o pensamento de Friedan e suas implicações.

Peço que tentem acompanhar esse estranho “pensamento”. A “lógica” contida no celebrado The feminine mystique (publicado em 1963) seria a seguinte: a educação da menina não estimulava a independência emocional e financeira feminina. Muito pelo contrário, segunda Friedan, a sociedade moderna capitalista habilitava a mulher apenas a se casar e viver em função dos filhos e do marido. Por conta dessa realidade (de submissão e dependência feminina) a mulher se sentia frustrada e desenvolvia diversos distúrbios psicológicos, que oscilavam de depressão ao consumismo desenfreado. Por tanto, de acordo com esse raciocínio excêntrico (confesso que para mim é difícil entender como algumas mulheres “engolem” isso), o capitalismo era alimentado às custas da independência e da saúde emocional das mulheres.

Quem lê a obra de Friedan, The feminine mystique, sem possuir conhecimento histórico, se deixa inebriar pelo discurso feminista e pode, realmente, se tornar um inimigo implacável do sistema capitalista. Digo sem conhecimento histórico porque para àqueles que têm um pouco de familiaridade com a trajetória do modo de vida das mulheres no século XX, no país mais capitalista e desenvolvido do mundo, os Estados Unidos, sabem muito bem que as mulheres jamais tiveram um padrão de vida tão confortável e sofisticado como nesse período. Na verdade, a mulher moderna americana foi a categoria social mais privilegiada de toda a história humana, em termos de conforto, saúde e bem estar (ver Paul Johnson – Tempos Modernos, pag. 185 e seguintes).

Pode parecer absolutamente contraditório que esse tipo de feminismo (do qual Friedan é expressão) tenha nascido, justamente, no país onde as mulheres tinham a melhor condição de vida já experimentada pelo homem. Mas não há contradição nesse caso, apenas uma muito bem sucedida militância por parte de uma grande propagandista do comunismo. Isso mesmo: Friedan era comunista e admirava Stálin. Ela, obviamente, não estava preocupada com a saúde emocional das mulheres americanas, apenas estava fazendo seu papel de ativista comunista e tentando destruir as bases do sistema capitalista.
Nesse momento, algum incauto pode pensar: “destruir as bases do capitalismo, incentivando a mulher a deixar seus lares e abandonando sua vocação materna? Como assim?” Pois é, pode parecer maluco, mas isso é o projeto de destruição do capitalismo chamado marxismo cultural. Para entender melhor o que é marxismo cultural, confira o seguinte artigo: http://garotasdireitas.blogspot.com.br/2013/07/marxismo-cultural-raiz-do-problema-da.html

Você pode conferir, ainda, os vídeos sobre marxismo cultural organizados pelo Instituto Hayek Brasil e feitos pelo pe. Paulo Ricardo: http://hayekbrasil.com.br/videos/marxismo-cultural

Por ora, deixo um recado: a mística feminista só obtém sucesso por que se aproveita da ignorância de seus interlocutores. O bom de tudo isso é que a saída para tal armadilha é fácil e acessível a todos. É só estudar.

Suelem Carvalho é professora de História Moderna e Contemporânea na Universidade Estadual de Maringá-PR.